Risoto de Pitu e Nirá com Queijo Brie
   Mário  Lôbo  │     9 de fevereiro de 2017   │     10:08  │  0

Risoto de Pitu e Nirá com Queijo BrieAmigos, com essa deliciosa receita, vamos entrar no mundo dos risotos, ensinando passo a
passo seu modo de preparo. Vocês notarão que, seguindo o modo de preparo e com alguma
prática, várias combinações com diversas proteínas diferentes podem ser feitas sem maiores dificuldades. Só fique de olho no ponto do arroz e no equilíbrio dos ingredientes escolhidos.

Se você não gostar ou não puder comer pitu, dá tranquilamente para substituir por outro ingrediente, por exemplo filé mignon, legumes, cogumelos… Afinal, a lógica do preparo é a mesma.

Receita completa aqui:

Risoto de Pitu com Nirá e Queijo Brie

Ingredientes

  • 100 gramas de manteiga
  • 200 gramas de filé de pitu
  • 1 cebola média picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 pimentas de cheio (sem ardor) picadas
  • 1 molho (porção) de Nirá picado
  • 200 gramas de arroz para risotto (arbóreo, carnarolli..)
  • 200 ml de vinho branco seco
  • 2 litros de caldo de peixe ou legumes
  • 100 gramas de queijo Brie
  • sal e pimenta a gosto
  • 1 limão siciliano
  • Azeite de oliva

Modo de Preparo

  1. Tempere o pitu com sal, pimenta, limão siciliano e azeite e deixe marinando por uns 10 minutos.
  2. Aqueça o caldo de peixe ou legumes e mantenha aquecido o tempo todo da preparação (deixe em fogo baixo para não evaporar muito).
  3. Em uma frigideira aquecida coloque manteiga e azeite de oliva. Em seguida coloque os pitus e mexa a panela para que cozinhem rapidamente. Não deixe por muito tempo para que não fiquem borrachudos. Reserve.
  4. Em uma panela de fundo grosso coloque 1 colher de sopa de manteiga, ½ xícara de azeite de oliva e adicione a cebola e o alho picados e deixe refogar sem dourar.
  5. Acrescente a pimenta e deixe refogar, mexendo ocasionalmente. Em seguida acrescente o arroz e mexa bem para envolver com o refogado. Adicione o vinho e mexa até quase secar por completo.
  6. Adicione o caldo aos poucos até cubrir o arroz, mexendo lentamente, inclusive nas laterais da panela. Sempre que o líquido quase secar, acrescente mais caldo e continue mexendo. Repita o processo quantas vezes forem necessárias até que o arroz esteja macio. Vá provando.
  7. Quando o arroz estiver chegando ao ponto (em torno de 15 minutos de preparo), adicione o Nirá picado, os pitus pré-cozidos e o caldo que formou, mexendo bem para envolver com o arroz. Desligue o fogo.
  8. Lembre-se de reservar alguns pitus para a finalização do prato.
  9. Adicione o Brie, mexa bem até que esteja bem derretido, e corrija sal e pimenta a seu gosto.
  10. Adicione 1 colher de sopa de manteiga e mexa vigorosamente para incorporar no arroz e deixar, assim, o risoto mais cremoso e brilhante.
  11. Passe rapidamente na manteiga os pitus reservados para a finalização do prato com algumas pontas do Nirá. Monte o prato conforme a imagem publicada e bom apetite.

HARMONIZAÇÃO

Flávio Almeida

Esse risoto de Pitú me remete automaticamente a minha terra natal “Pão de Açúcar-AL”, cidade ribeirinha do baixo São Francisco, onde nas pescarias saíamos para buscar os Pitús frescos nos “covos”, armadilha usada para capturar esse crustáceo de água doce que se emaranham nos endiches.

O Pitú como a Lagosta tem carne delicada e saborosa, com o contraponto leve e pontual, e ao final um toque levemente adocicado.

Trarei em breve uma receita exclusiva de minha mãe D. ELIA, que a mesma servia no seu Restaurante Espelho da Lua dessa iguaria peculiar.

O nosso Chef colocou nessa receita a NIRÁ conhecida como “Alho Japonês”, planta rica em fibra, parecida com a cebolinha, tem cheiro e gosto mais suave do que o alho comum. Adicionou também a pimenta de cheiro e temos ainda a companhia no risoto do queijo “brie” conhecido como o “Rei dos Quieijos”, caracterizado pela sua casca branca aveludada provocada pelo fungo Penicillium camemberti, que provoca sua maturação de dentro para fora e a maturação de seus sabores ao longo do tempo.

O Pitú e esses ingredientes fantásticos com sua mineralidade, doçura e acidez, nos remetem aos vinhos brancos digamos do segundo grupo (aromáticos), tais como: o Riesling jovem (baixo teor de açúcar) como o Kabinett e spätlese, gewürztraminer com pouco álcool, Muscadet e Viognier.

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