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Fettuccine com mexilhões ao azeite e ervas
   Mário  Lôbo  │     10 de fevereiro de 2017   │     9:56  │  0

A riqueza dos sabores encontrados nos mariscos é fascinante. Creio que nunca degustei um que não tivesse gostado. O problema é que no Brasil, apesar de seu vasto e rico litoral, é muito difícil encontrar mariscos frescos, com excessão das ostras, massunins e outros poucos. Em Portugal e na Espanha, por exemplo, nem se pensa em comprar mariscos que não estejam vivos.

MEXILHÕES COM FETTUCCINEMariscos devem ser comprados ainda vivos e nas conchas. Para saber se estão vivos, basta observar se suas conchas estão fechadas. Caso estejam abertas, bata umas nas outras e veja se elas se fecham. Quando se leva ao fogo, elas se abrem e as que se mantiverem fechadas devem ser descartadas. No caso das ostras e de outros mariscos que se comem crus, eles encolhem levemente quando se pinga algumas gotas de limão.

Nesta publicação, apresento-lhes Fettuccine com Mexilhões no Azeite e Ervas, um prato delicioso e simples de fazer, onde o objetivo é o de ressaltar o sabor desse marisco maravilhoso.

INGREDIENTES

  • 250 g de massa tipo fettuccine
  • 2 pimentas de cheiro (sem ardor) picadas
  • 2 dentes de alho picados
  • 1 cebola pequena bem picada
  • 2 tomates italianos picados
  • ¼ de xícara de chá de folhas de tomilho
  • ½ molho de coentro e de cebolinha picados
  • 200 gramas de mexilhões na concha
  • 100 ml de vinho branco seco
  • ½ xícara de chá de azeite de oliva
  • 50 gramas de manteiga
  • Suco de 1 limão siciliano
  • Sal e pimenta-do-reino moída na hora a gosto

MODO DE PREPARO

  1. Em um caldeirão coloque 2 litros de água para ferver com sal. Acrescente a massa e cozinhe até ficar al dente (observe o tempo estimado na embalagem).
  2. Em uma tigela misture o tomilho, a pimenta, o coentro e a cebolinha. Reserve.
  3. Enquanto a massa cozinha, aqueça uma panela alta com tampa e em seguida coloque os mexilhões, adicionando parte da mistura das ervas com pimenta, um pouco de azeite e o vinho. Tampe a panela, sacuda para misturar bem e cozinhe por 3 minutos. Após esse tempo, descarte todos os mexilhões que se mantiverem com suas conchas fechadas.
  4. Em outra panela, doure a cebola e o alho em manteiga com azeite. Misture na panela dos frutos do mar e mexa por 2 minutos. Junte a massa escorrida, o restante da mistura da ervas com a pimenta, o tomate e o suco de limão. Tempere com sal e pimenta e cozinhe por mais 1 minuto, mexendo bem. Sirva com parmesão à parte para quem preferir.

HARMONIZAÇÃO

Flávio Almeida

Como os peixes e frutos do mar são ricos em iodo, a atração pelo vinho branco com sua acidez é quase necessária sua harmonização, já que o vinho tinto com seu taninos causa uma sensação metabolizada ou desagradável.

Nessa Receita do Chef Mario pede um vinho branco leve e refrescante, onde a mineralidade e o sal se faz presente, pelo que podemos viajar pelo Chablis e Muscadet da França, Pinot Grigio da Itália, Semillon da Argentina, Chardonnay do chile, Orvieto ou Chenin Blanc da África do Sul e o nosso coringa Sauvignon Blanc da Nova Zelândia.

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Risoto de Pitu e Nirá com Queijo Brie
   Mário  Lôbo  │     9 de fevereiro de 2017   │     10:08  │  0

Risoto de Pitu e Nirá com Queijo BrieAmigos, com essa deliciosa receita, vamos entrar no mundo dos risotos, ensinando passo a
passo seu modo de preparo. Vocês notarão que, seguindo o modo de preparo e com alguma
prática, várias combinações com diversas proteínas diferentes podem ser feitas sem maiores dificuldades. Só fique de olho no ponto do arroz e no equilíbrio dos ingredientes escolhidos.

Se você não gostar ou não puder comer pitu, dá tranquilamente para substituir por outro ingrediente, por exemplo filé mignon, legumes, cogumelos… Afinal, a lógica do preparo é a mesma.

Receita completa aqui:

Risoto de Pitu com Nirá e Queijo Brie

Ingredientes

  • 100 gramas de manteiga
  • 200 gramas de filé de pitu
  • 1 cebola média picada
  • 2 dentes de alho picados
  • 2 pimentas de cheio (sem ardor) picadas
  • 1 molho (porção) de Nirá picado
  • 200 gramas de arroz para risotto (arbóreo, carnarolli..)
  • 200 ml de vinho branco seco
  • 2 litros de caldo de peixe ou legumes
  • 100 gramas de queijo Brie
  • sal e pimenta a gosto
  • 1 limão siciliano
  • Azeite de oliva

Modo de Preparo

  1. Tempere o pitu com sal, pimenta, limão siciliano e azeite e deixe marinando por uns 10 minutos.
  2. Aqueça o caldo de peixe ou legumes e mantenha aquecido o tempo todo da preparação (deixe em fogo baixo para não evaporar muito).
  3. Em uma frigideira aquecida coloque manteiga e azeite de oliva. Em seguida coloque os pitus e mexa a panela para que cozinhem rapidamente. Não deixe por muito tempo para que não fiquem borrachudos. Reserve.
  4. Em uma panela de fundo grosso coloque 1 colher de sopa de manteiga, ½ xícara de azeite de oliva e adicione a cebola e o alho picados e deixe refogar sem dourar.
  5. Acrescente a pimenta e deixe refogar, mexendo ocasionalmente. Em seguida acrescente o arroz e mexa bem para envolver com o refogado. Adicione o vinho e mexa até quase secar por completo.
  6. Adicione o caldo aos poucos até cubrir o arroz, mexendo lentamente, inclusive nas laterais da panela. Sempre que o líquido quase secar, acrescente mais caldo e continue mexendo. Repita o processo quantas vezes forem necessárias até que o arroz esteja macio. Vá provando.
  7. Quando o arroz estiver chegando ao ponto (em torno de 15 minutos de preparo), adicione o Nirá picado, os pitus pré-cozidos e o caldo que formou, mexendo bem para envolver com o arroz. Desligue o fogo.
  8. Lembre-se de reservar alguns pitus para a finalização do prato.
  9. Adicione o Brie, mexa bem até que esteja bem derretido, e corrija sal e pimenta a seu gosto.
  10. Adicione 1 colher de sopa de manteiga e mexa vigorosamente para incorporar no arroz e deixar, assim, o risoto mais cremoso e brilhante.
  11. Passe rapidamente na manteiga os pitus reservados para a finalização do prato com algumas pontas do Nirá. Monte o prato conforme a imagem publicada e bom apetite.

HARMONIZAÇÃO

Flávio Almeida

Esse risoto de Pitú me remete automaticamente a minha terra natal “Pão de Açúcar-AL”, cidade ribeirinha do baixo São Francisco, onde nas pescarias saíamos para buscar os Pitús frescos nos “covos”, armadilha usada para capturar esse crustáceo de água doce que se emaranham nos endiches.

O Pitú como a Lagosta tem carne delicada e saborosa, com o contraponto leve e pontual, e ao final um toque levemente adocicado.

Trarei em breve uma receita exclusiva de minha mãe D. ELIA, que a mesma servia no seu Restaurante Espelho da Lua dessa iguaria peculiar.

O nosso Chef colocou nessa receita a NIRÁ conhecida como “Alho Japonês”, planta rica em fibra, parecida com a cebolinha, tem cheiro e gosto mais suave do que o alho comum. Adicionou também a pimenta de cheiro e temos ainda a companhia no risoto do queijo “brie” conhecido como o “Rei dos Quieijos”, caracterizado pela sua casca branca aveludada provocada pelo fungo Penicillium camemberti, que provoca sua maturação de dentro para fora e a maturação de seus sabores ao longo do tempo.

O Pitú e esses ingredientes fantásticos com sua mineralidade, doçura e acidez, nos remetem aos vinhos brancos digamos do segundo grupo (aromáticos), tais como: o Riesling jovem (baixo teor de açúcar) como o Kabinett e spätlese, gewürztraminer com pouco álcool, Muscadet e Viognier.

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