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Camarão do Bar das Ostras
   Mário  Lôbo  │     20 de outubro de 2016   │     8:00  │  0

camarão-com-arroz2Durante meio século, o Camarão do Bar das Ostras foi um ícone da culinária alagoana. Com sabor único, sua receita foi criada por Comadre Oscarlina, proprietária e chef da casa. A receita e o modo de fazer foram ensinados apenas a suas filhas, que depois da morte da mãe passaram a tocar o restaurante até o ano de 2002, quando encerraram as atividades. Desde então os alagoanos e turistas ficaram órfãos da receita, até 2011.

Porém, em 2013, a Socôco registrou a receita como patrimônio imaterial de Alagoas, presenteando os alagoanos e dando publicidade. Vamos a receita.

Ingredientes:

Para o camarão: 1kg de camarão vila franca ou rosinha, 1 tomate, ½ cebola, 1/3 de pimentão verde,1 colher (sopa) de vinagre pimentão, ¼ limão, 2 colheres (sopa) de azeite de oliva, 600 g de manteiga do sertão, 1/3 de maço de coentro, 2 colheres de extrato de tomate.

Para a Farofa: 01 cebola grande em rodelas, 1/3 xícara de óleo, 1/3 de extrato de tomate, 200gr de manteiga do sertão, 1 colher de sopa de colorau, 1 ½ de farinha de mandioca quebradinha e sal a gosto.

Preparo do camarão:

Coloque os camarões em água fervente e deixe cozinhar por 10 minutos. Retire-os e descasque-os.

Leve-os novamente a água com um pouco de sal. Deixe ferver por 5 minutos e reserve.

No liquidificador bata tomate, cebola, pimentão, coentro, vinagre e extrato de tomate. Coloque o molho numa panela e leve ao fogo baixo com azeite e limão. Cozinhe por 10 minutos, mexendo sempre. Coloque a metade da manteiga, continue mexendo e acrescente o resto da manteiga. Só junte os camarões por último para manter a suculência. Deixe ferver por 10 minutos em fogo baixo.

Preparo da farofa:

Em uma panela doure a cebola no óleo. Acrescente a manteiga, o extrato de tomate e o colorau e mexa até dissolver. Aos poucos, vá colocando a farinha, sempre misturando com a colher. Corrija o sal.

Além do camarão e da farofa, acompanha o prato arroz e salada de tomate com cebola e coentro.

Dicas:

Camarão – tem quer ser o vila franca ou o rosinha.

Manteiga – a caseira do sertão.

Altura do o fogo – Tem que ser baixo.

Farofa – Use a farinha quebradinha

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A história do pão de queijo
   Mário  Lôbo  │       │     8:00  │  0

pão de queijoUm hábito mineiro que acontece toda vez que amigos se encontram na cozinha de uma casa mineira da roça para jogar conversa fora é apreciar o pão de queijo assado no fogão a lenha e preparado com ingredientes produzidos na própria fazenda, servido ainda quentinho com um cafezinho. Hoje, mesmo sendo o pão de queijo tão conhecido e vendido em todos os lugares, se você conhecer algum mineiro e for visitá-lo certamente terá a chance de se deliciar com o pãozinho feito na hora especialmente para você.

O Pão de Queijo possui origem incerta. Especula-se que sua criação ocorreu em meados do século XVIII, em paralelo a época da escravidão, onde nas fazendas mineiras era de costume servir aos senhores o pão com café. No entanto a farinha que chegava as fazendas da época não era de boa qualidade, e assim, para fazer seus pães, as cozinheiras passaram a substituir a farinha por polvilho, criando os primeiros pães de queijo mineiro.

A Receita foi se espalhando por todo o país e se tornou popular a partir da década de 50. Hoje, países como Estados Unidos, Portugal, Itália e Japão importam o delicioso pão de queijo brasileiro.

Apesar de ser denominado como “pão”, o pão de queijo consiste basicamente em um tipo de biscoito de polvilho azedo ou doce acrescido de ovos, sal, óleo vegetal e queijo, de consistência macia e elástica, existindo pequenas variações.

Há várias receitas diferentes, onde os ingredientes e o tipo do queijo variam muito – bem como o resultado final. Algumas usam polvilho doce, outras o azedo, ou mesmo ambos. Mas o que dá a sua principal característica é o fato de ser feito à base de polvilho de mandioca e algum tipo de queijo.

A gordura – banha de porco, óleo vegetal, manteiga ou margarina – funciona como um lubrificante molecular, contribuindo para a textura elástica da massa. O ovo contribui com a cor e seu sabor.

O tipo de queijo varia de acordo com a preferência ou disponibilidade. Os mais utilizados são mussarela, parmesão, sendo os mais tradicionais o queijo minas curado e queijo minas padrão. O queijo dá o sabor típico do pão de queijo, daí seu nome.

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Como surgiu o pastel?
   Mário  Lôbo  │     19 de outubro de 2016   │     8:00  │  0

pastelExistem algumas hipóteses para a origem do pastel brasileiro.
Uma linha de pesquisa cita que o pastel tal qual conhecemos hoje deriva dos rolinhos-primavera, da culinária chinesa, e dos guiozas da culinária japonesa. Para esses pesquisadores, os pastéis brasileiros foram inventados por imigrantes chineses no Estado de São Paulo por volta de 1890 , que adaptaram a receita original dos rolinhos-primavera aos ingredientes que tinham disponíveis no Brasil, e os japoneses, durante a Segunda Guerra Mundial, difundiram o prato, abrindo pastelarias no intuito de se passarem por chineses para se livrarem da discriminação que havia na época em razão da guerra.

Porém, outra linha de pesquisa leva a crer que o pastel frito, tipicamente brasileiro, é originário da Europa, onde havia várias receitas de massas ou pães recheadas e levadas ao forno ou cozidas, denominadas pastéis. Mais especificamente, crê-se que o prato tem suas raízes em Portugal, onde há registro de uma receita de camarão envolto em massa crocante e frita, datada de 1680.

Há também quem diga que, durante viagem ao Oriente no início do milênio, os jesuítas levaram a receita dos rolinhos-primavera secretamente a Portugal. Na volta, eles mudaram os ingredientes e o transformaram em um quitute doce, feito com ovo e recheio de amêndoas. Por esse motivo, pastelaria significa doceria no país.

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Filé com alho e aspargos
   Mário  Lôbo  │     18 de outubro de 2016   │     18:00  │  0

filéTempere os filés com azeite, sal marinho e pimenta do reino.
Aqueça uma frigideira e coloque os filés para grelhar.
Quando você virar os filés, estará na hora de colocar na mesma frigideira os dentes de duas
cabeças de alho e um fio de azeite.

Quando os filés estiverem no ponto desejado, retire-os e coloque os Aspargos junto com os alhos para grelharem por mais 2 minutos.

Neste momento, acrescente 150ml de vinho branco para deglacear com os aspargos e os alhos. Aguarde reduzir um pouco e sirva com os filés.

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Panna Cotta
   Mário  Lôbo  │       │     12:00  │  0

pannaA Panna Cotta, que significa “nata cozida”, é uma sobremesa típica da região italiana do Piemonte, embora a verdadeira origem desta receita seja incerta. A principal versão é a de que o doce teria sido inventado no início do século XX, na sub-região piemontesa de Langhe – berço do Barolo e do Barbaresco, grandes vinhos enaltecidos por todo o mundo.

Elaborada a partir de nata de leite, açúcar, gelatina e baunilha, a panna cotta é normalmente consumida com compotas, com caldas de frutas da estação ou somente com frutas frescas. Outra forma de servi-la é acompanhada de uma bela colherada de doce de leite, dando um toque mineiro ao preparo italiano. É realmente muito saborosa.

Apesar de seus ingredientes tradicionais, pode-se acrescentar outros ou fazer substituições para enriquecer o preparo. Em alguns lugares da Itália a receita já aparece, por exemplo, com a adição de rum ou de marsala, um tipo de vinho fortificado siciliano do mesmo tipo do vinho do porto. Hoje em dia vem ganhando força entre os grandes chefs internacionais como uma base de preparo para outras sobremesas e receitas que fogem bastante da original italiana.

PANNA COTTA COM CALDA DE FRUTAS VERMELHAS

INGREDIENTES: ( 8 porções)

Panna cotta

  • 500ml de creme de leite fresco.
  • 1/2 xícara de leite integral.
  • 1/2 fava de baunilha ou 01 colher de chá de extrato.
  • 150g de açúcar.
  • 50ml de rum.
  • 05 folhas de gelatina sem sabor hidratadas.

Calda de frutas vermelhas

  • 50g de mirtilos.
  • 50g de amoras ou framboesas.
  • 100g de morango.
  • 100g de açúcar.
  • 100ml de água.

MODO DE PREPARO:

Panna cotta
Aquecer o leite, o creme de leite, ferver com a fava de baunilha aberta longitudinalmente. Adicionar o açúcar até dissolvê-lo completamente. Juntar o rum, agregar a gelatina previamente hidrata mexendo sempre. Preencher as formas, esperar arrefecer e levar à refrigeração.

Calda de frutas
Levantar fervura na água com o açúcar e juntar as frutas pré-lavadas. Ferver em fogo baixo até obter ponto de calda fina.

DICA: Caso tenha dificuldade para desenformar, esquente por alguns segundos em banho-maria que sairá com facilidade.

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